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Itajaí vira a madrugada, leva semifinal ao limite e fica na briga pelo pódio no Brasileiro de Handebol

João Luiz Moreira

A madrugada já passava da 1h30 quando Itajaí e Pinheiros finalmente entraram em quadra para decidir uma vaga na final do Campeonato Brasileiro Juvenil de Handebol. O horário incomum, provocado pelo adiamento da partida por causa da umidade na quadra, não afastou a torcida. Pelo contrário: quem foi ao Ginásio da Univali fez barulho até o fim e acompanhou uma semifinal que atravessou a madrugada, teve duas prorrogações e só terminou às 4h15.

Dentro de quadra, Itajaí respondeu ao cenário com uma partida equilibrada contra o maior campeão brasileiro da categoria. O tempo normal terminou empatado em 19 a 19, com a equipe catarinense buscando a igualdade nos instantes finais. Na primeira prorrogação, o equilíbrio permaneceu e o placar chegou a 22 a 22.

Na segunda prorrogação, o Pinheiros conseguiu abrir vantagem e confirmou a classificação para a decisão com a vitória por 28 a 25. A equipe paulista vai enfrentar Guarulhos na final, marcada para esta quarta-feira (30), às 14h.

Apesar da derrota, Itajaí deixa a semifinal com uma marca histórica. Pela 19ª edição consecutiva, a equipe está entre as quatro melhores do Campeonato Brasileiro Juvenil. O técnico Drean Farencena destacou a dimensão do feito e lembrou que Itajaí é a única equipe presente nas últimas 19 edições que conseguiu alcançar a semifinal em todas elas.

O duelo contra o Pinheiros também repetiu um roteiro conhecido para as duas equipes. Segundo Drean, o time paulista é o maior campeão brasileiro juvenil e os confrontos entre os dois clubes costumam ser equilibrados. No ano passado, as equipes também decidiram uma vaga, com o Pinheiros levando a melhor na prorrogação.

Desta vez, Itajaí novamente levou o adversário até os minutos finais. O empate no fim do tempo normal abriu caminho para mais dez minutos de jogo, e o placar permaneceu igual depois da primeira prorrogação. O desgaste, porém, pesou depois de uma sequência incomum para os atletas.

O goleiro Arthur Florindo ressaltou que a equipe havia passado por uma partida de seis tempos horas antes e, poucas horas depois, voltou à quadra para enfrentar o Pinheiros. Mesmo assim, o grupo manteve a confiança para encarar mais uma partida decisiva.

“É muito louco, a gente está de madrugada jogando handebol, mas é porque a gente gosta muito disso”, afirmou Arthur.

E se os jogadores precisaram superar o cansaço, a torcida também encarou a madrugada. Mesmo com a partida começando às 1h30, familiares e torcedores permaneceram no ginásio durante toda a semifinal, comemorando gols e defesas e empurrando Itajaí nas duas prorrogações.

Drean destacou justamente esse apoio durante a madrugada. Segundo o treinador, havia bastante gente no ginásio mesmo com o jogo atravessando a madrugada, algo que, na avaliação dele, mostra a relação da cidade com o handebol.

Arthur também fez questão de destacar a presença dos torcedores e relacionou o apoio à trajetória construída por Itajaí nas últimas 19 edições do campeonato.

Agora, não há muito tempo para lamentar a eliminação na semifinal. Itajaí volta à quadra ainda nesta quarta-feira (30), às 12h, para disputar o terceiro lugar contra Maringá, derrotado por Guarulhos na outra semifinal.

Será mais uma decisão para uma equipe que já atravessou a madrugada, jogou duas prorrogações e chegou novamente entre as quatro melhores do país. Desta vez, a missão é transformar a campanha histórica em uma medalha de bronze.

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