O empate de ontem do Marcílio Dias contra o Carlos Renaux precisa, sim, ser destrinchado — e sem rodeios. A atuação foi desastrosa e a responsabilidade cai, sem sombra de dúvidas, na conta do treinador Emerson Cris. Em termos de performance e desempenho, foi o pior jogo do Marcílio em todo o Campeonato Catarinense.
O time foi apático, previsível e facilmente envolvido pelo adversário desde os minutos iniciais. A única “salvação” foi o gol achado logo no começo da partida. Não fosse isso, pelo rendimento apresentado, a derrota teria sido consequência natural.
Aliás, o gol cedo escancarou outro erro grave. Em vez de aproveitar a vantagem para controlar o jogo com a bola e pressionar, o Marcílio recuou. Chamou o Carlos Renaux para o seu campo por meio de uma estratégia equivocada. Uma coisa é jogar no contra-ataque de forma consciente. Outra, bem diferente, é abdicar do jogo o tempo inteiro — e foi exatamente isso que aconteceu.
No aspecto tático, novamente o sistema com três zagueiros não funcionou. Para esse modelo dar certo, é necessário ter alas agressivos, zagueiros com boa saída de bola, meio-campistas que sustentem a posse e intensidade para pressionar. O Marcílio não tem essas características hoje. Falta encaixe, falta leitura e falta coerência entre a ideia e o elenco disponível.
Além dos erros de estratégia, também chamou atenção a falta de atitude de alguns jogadores, conservadores demais, que optaram pelo passe seguro, pela bola para trás e pela ausência de risco, mesmo quando o jogo pedia coragem e protagonismo.
Os dois pontos deixados pelo caminho ontem podem fazer muita falta dentro do quadrangular do rebaixamento. Em uma disputa curta, cada erro pesa — e ontem o Marcílio pagou caro por escolhas equivocadas.
Foto: Vica Bueno


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