O início positivo do Marcílio Dias na Copa Santa Catarina ganhou um ponto de atenção após a derrota por 2 a 1 para o Santa Catarina, neste domingo (13), em Rio do Sul. O Marinheiro chegou a dez gols marcados nas três primeiras rodadas, mas também já sofreu seis e viu os problemas defensivos voltarem a pesar no resultado.
A questão não é nova para o Marcílio. Nas duas primeiras partidas, contra Joinville e Metropolitano, a equipe saiu de campo com vitórias, mas também permitiu oportunidades aos adversários. Antes da viagem para Rio do Sul, o tema já havia sido abordado com Lucio Flavio, que reconheceu a necessidade de evolução defensiva e explicou que o trabalho precisava ser feito de maneira coletiva e setorial.
Na ocasião, a discussão estava especialmente ligada às atuações dos laterais. No primeiro jogo, Bruno Boca havia encontrado dificuldades pelo lado esquerdo, enquanto Wesley teve problemas pelo lado direito na partida seguinte. Segundo o treinador, a dupla vinha realizando um trabalho específico durante a semana para corrigir essas situações.
Lucio Flavio, porém, também chamou atenção para um comportamento que vai além da atuação individual dos defensores. O treinador afirmou que, em determinados momentos, o volume de jogo e a superioridade do Marcílio podem levar a equipe a um certo relaxamento, abrindo espaço para que os adversários se aproveitem.
Contra o Santa Catarina, o cenário foi diferente das duas primeiras rodadas. O Marcílio não sofreu com uma avalanche de oportunidades e conseguiu limitar a produção ofensiva de um dos principais candidatos ao título. O problema esteve justamente na eficiência do adversário: nas poucas oportunidades concedidas, o Santa Catarina conseguiu marcar duas vezes.
É esse aspecto que aumenta o peso do alerta defensivo para a sequência da competição. Contra equipes que oferecem menos resistência, o Marcílio conseguiu compensar eventuais espaços com sua força ofensiva. Diante de adversários mais qualificados, porém, a margem para erros diminui, e uma oportunidade desperdiçada pode não voltar a aparecer.
Os números mostram o contraste vivido pelo Marinheiro neste início de Copa Santa Catarina. São dez gols marcados em três partidas, uma média superior a três por jogo, mas seis sofridos, média de dois por partida. A equipe balançou as redes em todas as rodadas, mas também foi vazada em todos os confrontos disputados até aqui.
A derrota em Rio do Sul foi a primeira do Marcílio na competição e encerrou a sequência de duas vitórias que havia colocado a equipe na liderança. Mais do que o resultado, o confronto reforçou a necessidade de encontrar um equilíbrio maior entre o poder ofensivo apresentado neste início de campanha e a capacidade de evitar que os adversários aproveitem as oportunidades concedidas.


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